terça-feira, 12 de maio de 2015

Pingue-Pongue - 3 perguntas para Rômulo Bittencourt

Bardot - Vinhos e Artes
Rômulo Bittencourt, representante da vinícola catarinense Santo Emílio



1) Recentemente você apresentou uma degustação vertical do vinho nacional Leopoldo na Bardot - Vinhos e Artes. Como foi essa experiência? O público teve boas surpresas? 
É a segunda vez que tomei parte de um evento na Bardot, podendo perceber que o nível dos participantes é muito bom. Normalmente são iniciados no mundo do vinho que tem muito interesse por informação, o que neste aspecto a Bardot Vinhos e Artes corresponde a altura, quase como uma embaixada da bebida de Baco na região, oferecendo um "cardápio recheado de novidades".

2) É comum ler em alguns meios de comunicação e escutar opiniões de consumidores, sobre a alta qualidade dos espumantes nacionais. Em alguns casos chegam a rivalizar com grandes espumantes a nível mundial. Os nossos espumantes já alcançaram este nível de  qualidade? Podem ser considerados como o vinho mais emblemático do Brasil?
Não existem mais dúvidas a respeito da qualidade dos espumantes nacionais, seja dentro ou fora do país! Atingimos a maturidade faz tempo, com qualidade e preço. Na minha opinião, o espumante brasileiro tem o melhor custo benefício do mundo, e é por isso que sinto arrepios quando ouço uma pessoa dizer que vai casar com Prosecco, pois o desconhecimento sobre a qualidade do produto verde e amarelo é grande. Na verdade, o Brasil não é só o país dos espumantes faz tempo, mas também dos brancos e dos tintos, mas com a nossa cara. Temos de parar de comparar o produto nacional com o estrangeiro, pois são coisas diametralmente opostas, e por isso repito: O desconhecimento sobre produto nacional de qualidade é grande, cabendo aos interessados na bebida buscar a informação.

3) Qual o diferencial dos vinhos da Santa Augusta, Santo Emílio e Villaggio Grando? Alguma dica de rótulos que merecem ser degustados?
Estamos falando de Vinhos de Altitude de duas diferentes regiões produtoras. São Joaquim é mais conhecida por uma série de variáveis, seja por ter uma das mais célebres vinícolas do estado e responsável por um padrão de qualidade copiada pelas demais, seja pelo seu apelo turístico com uma região ainda desconhecida mas de grande beleza natural, ou pela sua proximidade com a a capital do estado, facilitando o acesso de quem apenas quer curtir o frio. Entretanto, a Região do Vale do Contestado no lado Oeste do estado também é de grande beleza, mas deve ser acessado por Curitiba ou através de voos regionais para cidades na região. Mas comparando as 3 vinícolas citadas, podemos ver que todas sem exceção realizam um belo trabalho. A Santo Emílio de Urupema na Região de São Joaquim com seu estilo Rural Chic, tem um dos mais emblemáticos, premiados e desconhecidos vinhos do Brasil, a série Leopoldo Tinto, com prêmios dentro e fora do Brasil, sendo o Leopoldo 2007 o ícone da vinícola. A Villaggio Grando tem um padrão quase Borgonha, com um trabalho primoroso, tendo o único espumante do mundo fora de Champagne com o corte clássico de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, ou seja, o mais próximo de um Champagne sem pagar por um! Além disso, tem enólogos do calibre de um Antônio Saramago, que vem ao Brasil algumas vezes por ano para ver como andam as coisas. Para finalizar, temos a Santa Augusta que é administrada por duas belas e jovens empresárias com um dos mais inovadores enólogos do Brasil, o Sr. Jefferson Sancineto, responsável pelo primeiro Ice Wine (Pericó), o primeiro Passito e o primeiro Biodinâmico (Imortali) do país, e que deverá receber sua certificação em breve. 

Reveja como foi a degustação vertical do Leopoldo na Bardot - Vinhos e Artes, clicando aqui. 

Serviço:
Bardot - Vinhos e Artes
Rua Barão de Mesquita, 978 A. Praça Verdun, Grajaú, Rio de Janeiro.

Fale conosco:
Telefone: (21) 2575-9395

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