quarta-feira, 15 de julho de 2015

O terroir do Brasil

Bardot - Vinhos e Artes

Apesar de sua grande extensão territorial, boa parte do Brasil está sob o clima tropical e sub-tropical (com excesso de calor e umidade), o que torna a maior parte do país imprópria para o bom desenvolvimento da cultura vinífera. 

As primeiras videiras foram trazidas para o país pelos colonizadores portugueses em 1532, no estado de São Paulo, sem sucesso devido ao clima quente e úmido. Durante séculos houve várias tentativas desanimadoras de introduzir videiras européias no Brasil,  e por muito tempo apenas o vinho importado da Europa era consumido por aqui.

Apenas no final do século XVIII foram introduzidas as primeiras videiras americanas, que se mostraram produtivas e bem adaptadas. Com a colonização italiana na Serra Gaúcha iniciou-se a elaboração de vinhos de mesa para consumo próprio e em seguida para o consumo em toda a região sul do país. 

Apenas nos anos 1970 e 1980, com a  chegada ao Brasil de várias multinacionais do vinho, trazendo investimentos, conhecimento e equipamentos modernos, é que foram implantados vinhedos de vitis viníferas, sendo considerado este período como o início da vinicultura fina no país. Seguiu-se um grande desenvolvimento tecnológico, com melhoria dos vinhedos, técnicas de cultivo e progresso em técnicas modernas de vinificação, ao mesmo tempo que ocorre uma popularização do consumo. 


Bardot - Vinhos e Artes

Apesar do Brasil ter quantidade relativamente grande de vinhas, a maior parte do vinho produzido no país é de vinhos de mesa, elaborados com uvas americanas ou híbridas (mais de 80% da produção). Os vinhedos de vitis vinifera, que produzem vinhos de melhor qualidade (fino) ocupam apenas 5.000 hectares dos 68.000 hectares de vinhedos brasileiros.


Com a virada do século veio a consolidação dos novos investimentos em vinhedos e tecnologia na elaboração de vinhos tintos, com a aclamada safra de 1999 apresentando diversos vinhos de qualidade jamais vista em nossa vinicultura. De 2000 em diante esse progresso não parou mais, com as vinícolas apresentando produtos de alta qualidade (mas nem sempre de preço popular), visando o mercado de exportação onde a presença brasileira cresce em volume e prestígio.


Bardot - Vinhos e Artes


A produção de vinhos finos vem crescendo no mercado interno, com gradativa substituição de vinhedos comuns por viníferas. Mas ainda está longe de representar a substituição do consumo de vinhos de mesa. A partir de meados de 1990, o consumidor brasileiro passou a ser estimulado com a presença de vinhos importados no mercado nacional. Aumentaram as opções de consumo de produtos diferenciados e o mercado tornou-se mais competitivo para os produtos brasileiros, que ainda sofrem a concorrência dos vinhos baratos do Chile e Argentina, com melhor custo-benefício e o preconceito do próprio consumidor brasileiro com o vinho produzido no país.   

O desafio atual é a busca de uma identidade para o vinho brasileiro e o desenvolvimento de barreiras para a entrada de vinhos importados baratos em nosso mercado.


Principais regiões produtoras:
O Brasil conta hoje com cinco grandes regiões vinícolas desenvolvidas. A maior parte delas concentrada no sul do país, longe da linha do Equador, com vinhedos localizados em locais mais frios, altos e montanhosos. Apesar disso, outras regiões também são produtoras de vinhos.


Bardot - Vinhos e Artes

  • Serra Gaúcha - Com sub-regiões como Vale dos Vinhedos (já implantada), Pinto Bandeira, Flores da Cunha-Nova Pádua, dentre outras, produz boa parte de uvas híbridas e americanas destinadas à produção de sucos e vinhos de mesa, e uvas brancas para excelentes espumantes como Chardonnay, Riesling Itálico e Moscato branco;
  • Campanha Gaúcha - É a mais nova e promissora região para produção de vinhos tintos brasileiros de qualidade. Seu clima mais seco permite ótima maturação das uvas;
  • Serra Catarinense - Tradicional produtora de vinhos de mesa, iniciou a produção de vinhos  finos, mostrando resultados crescentes e promissores. Destaque para os brancos com potencial de guarda;  
  • Vale do Rio São Francisco - Aproveita o clima quase desértico do nordeste, com sol abundante, quase sem chuvas e com grandes diferenças de temperatura entre o dia e a noite, mantendo vinhedos irrigados de forma controlada, para obter até 2,5 safras por ano. Os resultados são razoáveis e a produtividade é grande. Produz excelentes uvas de mesa e uvas para o espumante tipo moscatel;
  • São Roque e Jundiaí, no estado de São Paulo;
  • A região serrana de Minas Gerais, aparece como a mais nova fronteira vinícola do país, destacando-se a variedade de uva Syrah.

A Bardot - Vinhos e Artes tem em seu portfólio uma boa variedade de produtores nacionais, entre elas para a vinícola Lidio Carraro, cujo vinho Dádivas Tempranillo 2012 foi destaque de vendas no primeiro semestre do ano. 

Fontes:

www.academiadovinho.com.br
site da Emprapa 


Serviço:
Bardot - Vinhos e Artes
Rua Barão de Mesquita, 978 A. Praça Verdun, Grajaú, Rio de Janeiro.

Fale conosco:
Telefone: (21) 2575-9395

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