quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O terroir da Nova Zelândia

Bardot - Vinhos e Artes


A Nova Zelândia é a região produtora de vinhos mais isolada do planeta, um conjunto de ilhas a cerca de 1600 km da já distante Austrália. Embora não tenha uma produção muito expressiva, a qualidade alcançada por seus vinhos em um curto espaço de tempo lhe valeram merecido destaque no cenário mundial.

O país é cheio de contrastes. Possui floresta nativa, montanhas com neve e um lindo litoral, com regiões vinícolas em expansão que permitem as uvas crescerem em uma grande diversidade de microclimas e tipos de solo. Tal característica permite a produção de uma grande variedade de estilos. 

A história do vinho na Nova Zelândia está intimamente ligada ao império britânico e ao tempo colonial, mas a produção vinícola não teve grande importância nos primeiros tempos por diversas razões, como a proibição do consumo de vinho em algumas áreas. Só nos anos 70 a produção de vinhos começou a ser ativa e o consumo, liberado para todos.

Nessa época, ocorreram mudanças importantes. Houve a introdução de castas vitis viníferas no lugar das variedades americanas. Também surgiram novas regiões como Marlborough e a substituição da vinificação do vinho doce pelo seco. Já nos anos 80 seus Sauvignon Blancs e Chardonnays começaram a ter reconhecimento internacional.

Bardot - Vinhos e Artes

A indústria vinícola desta região, que surpreendeu o mundo com sua rápida ascensão, sofreu forte influência de pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, onde se formou a maioria dos enólogos neozelandeses. Além disso, boa parte da mão de obra especializada que trabalha no país é também de origem australiana. Vale lembrar que a Austrália tem uma tradição vitivinícola maior do que a Nova Zelândia, que recebeu também muitos enólogos de origem européia.

Apenas uma grandes vinícola produz metade do vinho do país, e outras duas, 40%. Entretanto, é nos 10% restantes que se encontram os melhores vinhos da região. 


Principais regiões vinícolas:
A Nova Zelândia tem dez regiões produtoras distribuídas pelas duas ilhas (Ilha do Norte e do Sul), sendo que cada uma apresenta diferentes tipos de clima e solo. 

Ilha do Norte 
Sendo a Ilha Norte mais quente, ela é mais propícia à produção de vinhos tintos. Apesar disso, existem excelentes vinhos brancos.

Northland – Os primeiros vinhedos do país foram aqui plantados no início do século XIX. Depois de abandonada, o interesse pela vitivinicultura ressurgiu nos últimos anos e agora se expande. É a região de clima mais quente, portanto mais adequada à Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, as três castas mais plantadas. O solo varia do argiloso ao argilo-arenoso, passando por regiões de sub-solo vulcânico.

Auckland – Região mais antiga, onde predominam os tintos. O clima não favorece o surgimento de grandes vinhos. Apenas algumas micro regiões conseguem se destacar (Huapai e Kumeo).Henderson, Kumeu e Huapai, situadas a noroeste da cidade de Auckland, são as mais tradicionais sub-regiões desta zona. Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay são as uvas mais plantadas, embora também se encontre a Sauvignon Blanc e a Semillon. Os vinhos tintos são os mais reputados.

Gisborne – Encontramos solo de calcária-argiloso sobre sub-solo vulcânico, tendo 90% da sua produção em uvas brancas. O local é o vinhedo mais oriental do planeta e não produz vinhos com uma qualidade alta. 

Hawkes Bay – É a segunda maior região produtora do país. A enorme variedade de solos propicia o plantio de várias cepas, sendo que a que se destaca é a Chardonnay. embora o clima ensolarado atraia cepas tintas como a Pinot Noir e outras de amadurecimento mais tardio, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Syrah.

As regiões de Waikato e Wellington são pequenas, mas estão começando a despontar. A primeira está localizada ao sul de Auckland e produz Chardonnays, Sauvignon Blancs e Cabernet Sauvignons de boa qualidade, enquanto que Wellington se notabiliza pelos seus maravilhosos Pinot Noir e Sauvignon Blancs. A produção da região é pequena mas de alta qualidade.

Ilha do Sul


Nelson – Área de grande beleza natural, mas com uma pequena produção baseada nas castas Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling e Pinot Noir.

Marlborough – Os primeiros vinhedos só foram plantados em 1973 e, no entanto, é hoje a região mais conhecida e reputada do país. Seus Sauvignon Blanc são extraordinários, de grande riqueza e frescor. É também a maior produtora de espumantes, elaborados a partir da Chardonnay e Pinot Noir, com as quais produz também vinhos tranqüilos de altíssima qualidade. Vinhedos plantados em terraços planos às margens de rios. Solos pedregosos (os melhores) e argilosos.

Canterbury – Próxima à cidade de Christchurch, onde se plantaram os primeiros vinhedos nos anos 70. Verões longos e secos, com bastante insolação, e invernos rigorosos são a marca da região. Uvas mais plantadas em ordem decrescente: Chardonnay, Pinot Noir, Riesling e Sauvignon Blanc .É a 4ª maior região do país.

Central Otago - Situada abaixo do paralelo 45, é a região produtora de vinho mais austral do mundo. Vinhedos plantados em altitude propiciam boa insolação e grande amplitude térmica. Muito bons vinhos a base de Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling.

Wairarapa – Região mais ao sul da ilha. Grande rival de Hawkes Bay na produção de tintos. Os brancos ainda são a minoria, mas prometem.


Principais Uvas
Os vinho neozelandês é conhecido pelas características mencionadas, pelos espumantes e vinhos brancos leves. Veja alguns das principais uvas cultivadas:

Sauvignon Blanc – Aclamada por todos como a grande uva do país. Dá vinhos extremamente frutados, com aromas pungentes de maracujá, lima e mato cortado de grande frescor e persistência. Rivalizam e, muitas vezes, suplantam os melhores franceses do vale do Loire. Seu plantio se iniciou em Auckland mas espalhou-se por todo o território. Atualmente, 2/3 de sua produção é encontrada em Marlborough, Ilha do Sul.

Chardonnay – É hoje a cepa mais plantada no país. A grande diversidade de solos e, principalmente, de climas, associado aos vários estilos de vinificação, propiciam uma ampla gama de vinhos elaborados com esta uva. No geral são bastante complexos, frutados e frescos. Os de regiões mais quentes (Auckland e Northland) tendem a ser mais encorpados, maduros e com grande amplitude de aromas, enquanto os de Marlborough são mais ácidos e refrescantes, com marcado aroma de pêssegos e frutas cítricas. Barricas de carvalho francês e americano são utilizados em seu afinamento. É a principal uva utilizada nos sparkling wines.

Pinot Noir – Esta aristocrática uva borgonhesa, que ama as baixas temperaturas e o clima seco, e que dificilmente se adapta a outras regiões, encontrou na Nova Zelândia um terroir ideal. Seus vinhos surpreendem pela tipicidade e elegância. É muito utilizada também nos vinhos espumantes com segunda fermentação na garrafa.

Cabernet Sauvignon – Produz seus melhores resultados nas regiões mais quentes e secas do norte. Vibrantes e elegantes, muitas vezes são cortados com a uva Merlot.

Merlot – Outra uva de Bordeaux que aparece tanto vinificada isoladamente quanto cortada com sua “prima” Cabernet Sauvignon, e, como ela , prefere as regiões menos frias do norte.

Semillon, Riesling (muito bons), Gewürztraminer, Pinot Gris e Chenin Blanc também cultivadas com sucesso e ótimos resultados.

A maioria dos vinhos neozelandeses (mais de 90%) utilizam a screwcap como forma de vedação ao invés da tradicional rolha de cortiça. Os produtores acreditam que este tipo de tampa, conserva melhor as características dos vinhos da região.


Inclusive, no país, existe uma associação “New Zealand Screwcap Wine Seal Initiative” que buscar promover e explicar os benefícios do uso da tampa de rosca.


Bardot - Vinhos e Artes


A Bardot - Vinhos e Artes sugere o Goldridge Pinot Noir 2011, da região de Marlborouogh, onde fica a maior concentração de vinícolas e são produzidos vinhos de alta qualidade. Este Pinot Noir apresenta cor rubi clara, com aromas únicos de framboesa e morangos frescos e especiarias. É um vinho muito fácil para se beber, harmoniza muito bem com queijos, massas, risotos e pizzas. 

Esperamos que gostem… Saúde a todos!

Fonte e fotos:
www.academiadovinho.com.br
www.sobrevinhos.net
www.degustaçãosemfronteiras.com.br
www.vinhosemsegredo.com.br


Serviço:
Bardot - Vinhos e Artes
Rua Barão de Mesquita, 978 A. Praça Verdun, Grajaú, Rio de Janeiro.

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stadao.com.br/noticias/geral,na-nova-zelandia-a-pinot-esta-em-casa,2926

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