quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Guia das uvas: Chardonnay

Bardot - Vinhos e Artes


O Guia das uvas da Bardot traz agora a Chardonnay, a casta vinífera  branca mais cultivada no mundo e conhecida por muitos como a “rainha das uvas brancas”

Chardonnay é uma uva da família da Vitis vinifera, também conhecida como Aubaine, Beaunois, Melon Blanc ou Pinot Chardonnay. Essa uva de origem francesa, especificamente da região da Borgonha, é fácil de cultivar e se adapta a diversos tipos de solo e clima e, por isso, é encontrada em praticamente todas as regiões produtoras.

Apesar de ser muito utilizada na composição de espumantes como o champagne e de vinhos doces, foi na elaboração dos brancos secos com estágio em barricas de carvalho, como os excelentes vinhos da Borgonha, que essa casta se tornou mundialmente famosa.

Deve-se ressaltar, no entanto que apesar de toda fama, existem diferenças muito significativas entre os diferentes vinhos produzidos no mundo com a Chardonnay. É uma uva versátil. Dependendo da vontade do produtor, pode ser vinificada sozinha (varietal) ou em corte. Pode também estagiar em madeira ou não. Origina vinhos leves e frescos ou encorpados, quentes, quase doces.

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Principais características da Chardonnay:
A videira se adapta muito bem aos mais diferentes solos e climas, com exceção dos extremos (quente e frio). Os viticultores gostam da Chardonnay pela segurança que dão os seus elevados níveis de maturação e pela sua flexibilidade, já que responderá a uma maior variedade de técnicas de vinificação do que a maior parte das castas brancas.

Apresenta bagos verdes para âmbar, pequenos e bem redondos.

Dependendo da região e do produtor, os aromas primários mais encontrados nos vinhos dessa casta são: frutas cítricas (maçã verde, pêra, limão, lima, tangerina), frutas tropicais (abacaxi, maracujá, pêssego, damasco, banana, manga), florais (acácia, flor de laranjeira), amanteigados (manteiga, cera, mel, melaço, bala toffee, butterscotch, fermento), amadeirados (baunilha, coco, tostado, nozes). Dependendo da região, ainda podemos encontrar: minerais, pedra de isqueiro e esfumaçados.

Na boca, a Chardonnay também pode se apresentar das mais variadas formas: espumante, seca ou doce. É a casta branca que mais se beneficia da fermentação em barrica e do estágio em madeira, além disso, a fermentação malolática normalmente é bem vinda. Seus vinhos podem variar em acidez e corpo, como em frescor e untuosidade. Em climas frios possui acidez e estrutura destacadas. Nas regiões mais quentes, apresenta-se com sabor mais intenso e acidez média. Os melhores vinhos apresentam acidez levemente destacada com o álcool bem integrado numa estrutura complexa e elegante. A textura é envolvente e, muitas vezes pode ser untuosa com corpo médio para maior.
Assim como a maioria das castas, a Chardonnay pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em cortes (assemblages). Apesar dos vinhos varietais serem maioria absoluta, os cortes mais freqüentes são com a Pinot Noir e Pinot Meunier (Champagne), com a Ribolla, Trebbiano e Vermentino (Itália) e com a Verdejo (Espanha).

O fato de ser tão eclética nos permite degustá-la jovem ou não; tudo depende da região e do estilo do vinho que o produtor quis apresentar. Somente os melhores vinhos merecem ser guardados. Porém, essa facilidade em cultivar e vinificar essa casta vem apresentando ao mundo uma enorme quantidade de vinho sem personalidade, com excesso de madeira, super maduros e enjoativos.

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As principais regiões de cultivo:

França, Borgonha (Côte de Beaune) – É a sua terra natal, nenhuma outra casta branca pode ser cultivada nesta região. Seus vinhos estão entre os melhores do mundo. Cada sub-região apresenta características particulares: Montrachet (intensos, longevos, apaixonantes), Puligny-Montrachet (estruturado, saboroso e fresco), Chassagne-Montrachet (mais noturno), Meursault (amanteigado e frutas secas), Corton-Charlemagne (mais mineral);

França, Borgonha (Chablis) – Nesta parte da Borgonha tudo é muito diferente, o clima é mais frio e o solo calcário já foi leito de mar. O resultado só poderia ser um, vinhos espetaculares, soberbos. Chablis não se copia, aqui a Chardonnay tem outra personalidade. Mineral, rochoso, feno verde, imortal. Sem dúvida alguma, tudo que um vinho branco gostaria de ser;

França, Borgonha (Pouilly-Fuissé) – Vinhos diferentes, encorpados por longa maturação. Muito interessantes e robustos;

França, Champagne – Aqui a Chardonnay é responsável pelo frescor, cremosidade e elegância do espumante. Pode se apresentar varietal (Blanc de Blancs) ou em corte com a Pinot Noir e Pinot Meunier;

Itália – Talvez, devido ao fato de ser um país que não tem uma grande casta branca, a Chardonnay foi adotada com sucesso em quase todas as regiões: Piemonte, Lombardia, Alto Adige, Toscana, Abruzzo e Sicilia. Produz desde espumantes até vinhos de sobremesa deliciosos;

Espanha – Pelos mesmos motivos da Itália, aqui a Chardonnay também vem ganhando espaço com muita competência. As melhores regiões são: Penedès (Cavas), Somontano, Navarra e Rioja;

Califórnia – Em geral, seus vinhos são extremamente aromáticos, alcoólicos, amadeirados e com baixa acidez. Algumas vezes percebe-se algum açúcar residual. Os melhores exemplares podem ser espetaculares e rivalizar com os melhores da Borgonha. As melhores sub-regiões são Napa e Sonoma Valleys;

Austrália – Outra excelente região. Já viveu o momento dos vinhos super maduros e amadeirados na década de 1980 e 1990, quase enjoativos (Hunter Valley). Agora vive uma nova realidade, com vinhos mais elegantes, complexos, frescos e provenientes de áreas mais frias. As melhores sub-regiões são: Margaret River, Yarra Valley, Eden Valley, Padthaway e Tasmânia (para espumantes);

Nova Zelândia – Sem dúvida, este país tem vocação para os vinhos brancos. Aqui a Chardonnay pode alcançar patamares insuperáveis para o Novo Mundo. Seus vinhos são intensos, potentes e muito bem equilibrados. As melhores sub-regiões são: Hawke’s Bay, Marlborough e Wairarapa;

Chile – Assim como a Cabernet Sauvignon, aqui a Chardonnay encontrou um terreno fértil para se desenvolver. É a casta branca mais cultivada no país. Seus aromas, além das frutas típicas tropicais, apresentam uma pegada mais tostada e amanteigada. Seus vinhos podem ser espetaculares. As melhores sub-regiões são: Valle de Casablanca, Valle de Leyda, Valle del Maule, Valle de Bío Bío e Malleco;

Argentina – Apesar do predomínio das castas tintas, existem alguns bons (excelentes) vinhos feitos com Chardonnay. Mas não são muitos. A região de Mendoza é a mais indicada. Os melhores produtores são: Catena, Zuccardi, Rutini, Doña Paula, Monteviejo e Bodegas Luca.

Outras regiões menos destacadas também produzem Chardonnays de ótima qualidade: Brasil, África do Sul e Portugal (Alentejo).


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Dica de harmonização com os vinhos Chardonnay:
Devido a sua flexibilidade e deliciosa estrutura aromática a Chardonnay é umas das castas brancas mais perfeitas para harmonizar com comida.

Normalmente combina com pratos leves, carnes brancas grelhadas ou assadas (frango, peru, tender). Se não passar por madeira, aceita bem os peixes e frutos do mar mais leves. Se o vinho for bem marcado em madeira, prefira os peixes defumados, cozinha picante asiática, guacamole, saladas com queijos fortes, pratos com molhos a base de leite de coco ou molhos brancos com nozes e risotos.

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Para você degustar, a Bardot - Vinhos e Artes indica os seguintes rótulos de Chardonnay que fazem parte do seu portfólio e que certamente irão agradar ao seu paladar::

Dádivas Chardonnay – Produzido no sul do Brasil, este Chardonnay é frutado e fresco, com notas minerais que envolvem a boca. R$49,99.

Luigi Bosca Gala 3 (2011) – É um grande blend branco em que o Viognier fornece aromas elegantes de pêssego e damasco, combinados com um toque de mineralidade típica do Riesling, em excelente harmonia com as notas cítricas e de mel do Chardonnay. A passagem do Chardonnay por barris é precisamente o que contribui complexidade ao blend com notas de baunilha e um volume interessante na boca, que é completado por uma acidez delicada que acrescenta um frescor atraente.. R$94,99.

Jacob´s Creek Classic (2013) – Fabricado na região de Barrossa Valley por Jacob's Creek, seu produtor. Possui aroma refrescante com nectarina, melão e citrus. Já o paladar é equilibrado e fino com uma textura suave e cremosa. R$70,99.

Venha conhecê-los!



Serviço:
Bardot - Vinhos e Artes
Rua Barão de Mesquita, 978 A. Praça Verdun, Grajaú, Rio de Janeiro.

Fale conosco:
contato@bardotvinhoseartes.com.br
Telefone: (21) 2575-9395


Fontes:
http://www.sommelierwine.com.br/
http://www.guiadovinho.com.br/

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